04/02/2008

A espanhola...Por Verônica Morón


"Ah..aquela dama...moça com um jeito de mulher
Recatada, fronte alva de sabida intensão
o sorriso desenha o rosto e esconde o coração

Aquela espanhola..uma morena andaluza
que de tanto vaidosa, torna-se musa
dos moços que lhe fazem verso e prosa

Ergue em sua cabeça; imensa mantilha sobre peineta
abraçando uma singela flor de cor rubra
que assim nos representa, sua tenra formosura

Seu xale e seus sapatos, tem as cores do sol
e seu leque se abre como flor para enfeita la
como o dia que nasce diante dos seus olhos
para então acordá-la

Porque esta dama está pronta para a dança
como os anjos estao para o amor
para uma plateia infinita seu olhar lança
enchendo as vidas dos homens de beleza e sabor"

Palco..


Depois de me dedicar por tantos anos aos estudos da dança flamenca, especialmente aos bailes e passar no exame da SATED (Sindicato dos Artistas), você quer tambem passar pra frente aquilo que aprendeu. Depois de alguns anos dançando com o Grupo Zambra Gitana, fui para a Cia Andaluz do Xico Arantes. Lá tive oportunidade de conhecer mais a fundo os elementos do Flamenco e através de várias apresentações, pude conhecer de perto da vida artistica que sempre sonhei; a de bailaora, nos tablaos, bares e restaurantes da cidade. Como Zambra, tive oportunidade de viajar para varias cidades e estados, afim de concorrer em concursos nacionais de dança. Com o Cia Andaluz, a experiência foi mais enriquecedora, num maior contato com o Flamenco puro. A vida tem seus momentos passageiros...Da mesma forma que um dia saí de um grupo, saí tambem do outro. Foi aí que surgiu os cursos de teatro, e uma visao global dos espetaculos e da interpretacao. Durante algum tempo foi ao teatro adulto e infantil que me dediquei (aproximadamente 4 anos), onde pude estar em contato com o cômico e o dramático; com figuras do teatro mineiro, com palhaços, com públicos diversificados e aprendi um pouco mais do Duende..da alma...

03/02/2008

Camarón de La Isla - Como el Água

limpiaba el agua del rio /como la estrella de la mañana/limpiaba el cariño mio/
el manantial de tu fuente clara/como el agua,como el agua,como el agua/como el agua clara/
que baja del monte/asi quiero verte/de dia y de noche/como el agua,como el agua,como el agua/yo te eche mi brazo al hombro/pequeño brillo de luna/iluminaban tus ojos/para ti deseo doy todo el calor/pa ti mi cuerpo si lo quieres tu/fuego en la sangre/nos corre a los dos/como el agua,como el agua,como el agua/si tus ojillos fueran aceituniñas verdestoda la noche estaria muele,que muele/muele que muele/toda la noche estaria muele que muele/muele que muele

02/02/2008

caminhando..


Depois do primeiro impacto e com o tempo passando, fui me encantando aos poucos com toda aquela diversidade de passos e movimentos corporais. Eu me entregava àquilo, cada vez mais, tal como uma religião e me via diante de um desafio ainda maior.
Superar o equilibrio, a criatividade, a sociabilidade, a coordenação (principalmente entre castanholas e pés, simultaneos), a força e a capacidade técnica.
Por ter começado muito imatura e com propósitos de natureza vaidosa, levei a dança "espanhola", como desculpa para o exercicio da minha própria sensualidade; durante um certo tempo...
E do "aprender" a dançar, fui logo me preocupar com a estética...Aprender a colocar uma flor num coque baixo, brincos de argola ou de plástico, maquiagem forte e carregada nos olhos, amarrar um xale no corpo, entre outras coisas..Pequenos detalhes que depois de muitos anos já se modifica a maneira de ornamentar e se adquire um caráter mecânico o colocar de toda essa indumentária.
Passamos por bolinhas, flores e fios de xale...Cabelos em coque ou trança, sapatos um pouco maiores (pra nao machucar) e entre uma aula e outra acabávamos descobrindo quem fabricava alguma coisa, ou vendia outra. Mas era um tempo em que o acesso as coisas eram dificeis. Ou se fabricava, ou se importava da Espanha, quando um daqueles nossos professores ou colegas sortudos resolviam ir pra la...(coisa que hoje tornou de fácil acesso à todos, devido ao baixo valor do dólar)
O começo das coisas é sempre meio ingênuo, meio verde, meio cru..A gente jura que as coisas são daquele jeito, se procedem daquela forma e enfim, tanta coisa muda até você entender exatamente, porque o destino te trouxe até aquele momento, aquele lugar.
Levou muitos anos pra entender realmente o que estava acontecendo comigo...

01/02/2008



Aire

José Mercé

Composição: Indisponível

Abre la ventana que avive La mañana al cuarto y la cocina Aire, aire, lelee pom, pom Aire pasa Aire nuevo, aire fresco Pa' la caaasa Aire, aire Pasa, pasa Que tengas la puerta abierta La alegría pa la casa. Lele pom, pom Lelelele pasa Que tenga la puerta abierta La alegria de mi casa Por una canción que salía de un coche En una oscura noche como el mar azul En la calle de las tres esquinas Cantaba el sabina y esa de jesús Le recordaría mientras paseaba Que no tiene la playa lo que Lo que ayer tenía, lo que Grabaíto en la arena El corazoncito de la magdalena Lele pom, pom Lelelele pasa Que tenga la puerta abierta La alegria de mi casa A bien, nunca viene a bien flores De papel y a verme un ramito (2x) Por muchos colores que tenga Ese ramo no quiero usar flores Pero eso No ha de pasar, no ha de pasar Que no, no nos conviene Si trae mitad del rosal? Mitad del rosal? yo lee? Y una y otra vez, otra vez a la una Una caida loca, trompeta al sonar Una y otra vez, otra vez sería Que la melodía lo puso a volar Le recordaría mientras paseaba Que no tiene la playa lo que Lo que ayer tenía, lo que Grabaíto en la arena El corazoncito de la magdalena Lele pom, pom Lelelele pasa, que tenga La puerta abierta La alegria de mi casa Aire, aire Pasa, pasa Que tenga la puerta abierta La alegría de mi casa Lele pom, pom Lelelele pasa Que tenga la puerta abierta La alegria de mi casa